Exaustão ao extremo.
Revivendo calos, que tão retornando com tanto vigor quanto gostaria de ter.
coração pesado.
e nessa névoa toda, tem que trabalhar
tem que balutar, tem que tar inteiro.
tem que ser falso consigo mesmo e com o mundo.
nem mesmo o coração quer se expressar.
Tá escondidinho no seu cantinho, encurralado pela vida.
como queria contemplar uma tempestade agora!
daquelas escuras, do vento que assovia o trovão!
só pra ter a sensação de quebrar a rotina que me mata
que me consome, que suga o que tenho de precioso e vivo ainda.
Uma tempestade que renova o ar, que gera novas sinapses.
Por mais que a gravidade queira que eu olhe pra baixo,
meu pescoço berra pra olhar pra cima.
faz um esforço brutal para continuar tendo esperança.
carregar a família nas costas, em nome do amor, não é fácil!
não é o mais confortável, não é o que me gera maior alegria,
não é o que me faria egoisticamente feliz.
calabouço sem fim, cadeados, correntes, corredores.
cansei dessa vida! num guento mais!
vontade de revolta, vontade de vingança...
e dentro de mim ainda existe esperança.
Ainda acredito que vou deixar de ser lagarta
ainda acredito na vida, mesmo que curta,
de uma borboleta, livre, leve e solta
sobre a brisa do campo de margaridas.
sim, voando, livre, leve e solta.
domingo, 27 de setembro de 2009
segunda-feira, 7 de setembro de 2009

"Se as crenças constroem para manter e fortalecer os ideais do narcisismo fálico, por outro lado a fé envolve um processo de esvaziamento e desprendimento parcial desses ideias. Não se trata de um processo de destruiçpão completa, mas de uma transformação que envolve mutilação simbólica (como na circuncisão) e relativização dos poderes para 'abrir-se para a alteridade'". Elisa Maria de Ulhôa Cintra, 2004.
meu! se eu tivesse descoberto esse texto em outro momento da minha vida, ele não faria tanto sentido quanto tem feito hoje!!
A autora do artigo "A questão da crença versus a questão da fé: articulações com a Verleugnung freudiana" (The issue of creed versus the issue of faith: articulations with Freudian Verleugnung) é psicanalista, professora do curso de especialização em Teoria Psicanalítica do Cogeae PUC-SP e da Faculdade de Psicologia da PUC-SP, doutora em psicologia clínica pela PUC-SP. Elisa entrelaça no mesmo de uma forma abismaticamente admirável uma profunda pesquisa bibliográfica, incluindo nesta conceitos arcaicos, com observações exímias de aspectos psíquicos inseridos no contexto maturacional no qual nós, adolescentes em constante amadurecimento, vivenciamos em nossos estudos universitários, bem como nas finalizações de estudos de segundo grau. Fantástica, absolutamente admirável, digna de exuberante aspiração! amei!!
quinta-feira, 23 de julho de 2009
domingo, 12 de julho de 2009
conclusões de hj...
"Tenho os melhores amigos do mundo" by Thi...
e
"Deus é simples" - by qquer cristão q conhece Ele.
e
"Deus é simples" - by qquer cristão q conhece Ele.
sábado, 4 de julho de 2009
bláura...
Lisôngea Bandura
em tamanha brancura
num momento perdura
em gigante espessura.
Minh'alma procura
a cor mais escura
da minha gastura,
gigante loucura...
A dor me pendura
tamanha doçura:
amarga labura!
- gemo à cura.
De longe lonjura
as juras desjura
na nova aura:
a vida vindoura.
a vida vindoura!
a vida vondoura?
Há vida vindoura...
a vida vindoura.
em tamanha brancura
num momento perdura
em gigante espessura.
Minh'alma procura
a cor mais escura
da minha gastura,
gigante loucura...
A dor me pendura
tamanha doçura:
amarga labura!
- gemo à cura.
De longe lonjura
as juras desjura
na nova aura:
a vida vindoura.
a vida vindoura!
a vida vondoura?
Há vida vindoura...
a vida vindoura.
sábado, 25 de abril de 2009
Adoração da Vaca...

Fica aí a crítica... para reflexão:
todos já devem ter percebido as mudanças e evoluções nas músicas das igrejas dos tempos antigos para os atuais.Poderíamos comparar ao falarmos a respeito da vaca...
antigamente era assim:
"Era uma vez uma vaca, e ela foi para o pasto, então ela caminhou, pastou, e voltou ao seu abrigo e dormiu"...
ou seja, tinha um enredo, uma história, um conteúdo contínuo.
Hoje, o que temos visto nas igrejas em nível de adoração, é o seguinte:
"Vaaaaaaaca, linda vaquinha, vaquinha lindinha, eu te amo vaaaaaaaaaca, me dá leiteeeeeee! eu quero leiteeeee!! vacaaaaaaaaaaaaaa! linda vacaaaaaaaa!!"
sábado, 11 de abril de 2009
reflexões
"O amor é uma estrutura que foi falsamente desestruturada através do desenvolvimento da propriedade como mediação entre as relações humanas. Só através de uma desestruturação da falsa estrutura resultante, mediante uma modificação nas relações de propriedade, o amor poderá ser reinventado". David Cooper, Gramática da Vida, p. 145-146.
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Igreja...
O que é não é, mesmo tendo o nome e se fazendo ser.
O que não é, é; ainda que seja.
O que parece é que é não sendo, ora sendo ora não.
O que não parece é mais do que o que é não sendo.
Bater na porta do vizinho
Dividir um copo de vinho
Bater-papo que leva a rir e chorar
Horas juntos com os pés pro ar
Uma troca de abraço
Um apertão na mão de aço
Um sorriso que de tão lindo descontrai
Um olhar que te abraça e distrai
Um belo puxão de orelha
Discussão e discordância
Que acabam num choreiro de criança
E que levam para um belo reinício
Uma escola reforçada
Aula de teoria e prática
De graça para quem quer e quem O quer
Avaliação por conta do Grande Mestre
Sejamem dois ou multidões
Sejam pobres de tão ricos
Ou ricos de tão pobres
Sejam imperfeitos ou imperfeitos
Seja aquele que apenas ouviu falar
Ou aquele careca de tanto escutar
Seja aquele empolgado que grita
Ou aquele lá do lado com medo de suspirar
Seja o jovem cheio de piercings
Ou a vovó batendo palma
Ou mesmo aquele que de pé contempla
E até aquele que só respeita
Não é aquele que dá show
E depois de ganhar tudo
Não sabe que de tudo nada tem
E acha que sabe não sabendo de Ninguém
Não é aquele que não vive
Fala da vida sendo morto
Todo enfeitado por fora
Mas por dentro cheirando mofo
Não é aquele que é alérgico
Espirra com pulso enérgico
Acha que ninguém merece ele
Acha que não dá pra perceber
É aquele que não tendo ainda dá
É aquele que amando ama mais
É aquele que calado muito faz
É aquele que nele Ele traz
É aquele que gosta de tomar banho
Com vermelho que o transforma em branco
Que tem um espelho bem claro que lhe diz
Que por dentro em cruz possui uma cicatriz
Coração de terra fofa
Olhar de criança
A casca mole começa a endurecer
E o coração duro evolui, voluvecer
O que não é, é; ainda que seja.
O que parece é que é não sendo, ora sendo ora não.
O que não parece é mais do que o que é não sendo.
Bater na porta do vizinho
Dividir um copo de vinho
Bater-papo que leva a rir e chorar
Horas juntos com os pés pro ar
Uma troca de abraço
Um apertão na mão de aço
Um sorriso que de tão lindo descontrai
Um olhar que te abraça e distrai
Um belo puxão de orelha
Discussão e discordância
Que acabam num choreiro de criança
E que levam para um belo reinício
Uma escola reforçada
Aula de teoria e prática
De graça para quem quer e quem O quer
Avaliação por conta do Grande Mestre
Sejamem dois ou multidões
Sejam pobres de tão ricos
Ou ricos de tão pobres
Sejam imperfeitos ou imperfeitos
Seja aquele que apenas ouviu falar
Ou aquele careca de tanto escutar
Seja aquele empolgado que grita
Ou aquele lá do lado com medo de suspirar
Seja o jovem cheio de piercings
Ou a vovó batendo palma
Ou mesmo aquele que de pé contempla
E até aquele que só respeita
Não é aquele que dá show
E depois de ganhar tudo
Não sabe que de tudo nada tem
E acha que sabe não sabendo de Ninguém
Não é aquele que não vive
Fala da vida sendo morto
Todo enfeitado por fora
Mas por dentro cheirando mofo
Não é aquele que é alérgico
Espirra com pulso enérgico
Acha que ninguém merece ele
Acha que não dá pra perceber
É aquele que não tendo ainda dá
É aquele que amando ama mais
É aquele que calado muito faz
É aquele que nele Ele traz
É aquele que gosta de tomar banho
Com vermelho que o transforma em branco
Que tem um espelho bem claro que lhe diz
Que por dentro em cruz possui uma cicatriz
Coração de terra fofa
Olhar de criança
A casca mole começa a endurecer
E o coração duro evolui, voluvecer
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