e a vida volta novamente ao que era...
será?
nao, ela nunca volta a ser o que era...
e constantes "estar sendo", nunca serão.
não imaginei tudo o que aconteceu
não calculei, avancei sem dó,
permití que todos os sinais abrissem.
é
medo, pavor,
dor, sofrimento,
luto
talvez dessa vez eu aprenda
quem sabe eu consiga!
é
pode ser que sim!
pelo menos assumo que sou assassina
como se isso fosse ajudar!
que dor lenta, penetrante, pontiaguda...
angustiante!
a vida é muito dolorida!
a natureza é assombrosamente maravilhosa
um assombro que dá calafrios!
tudo tão escuro, tão silencioso,
escorregadio, mofo e tenebroso!
doce é a dor do luto
um veneno que te dopa aos poucos
matar quem ainda quer viver,
fazer chorar aquele que ria
ô saco viu!
tento prometer pra mim mesma que será a última vez,
mas já prometo com ar de derrota
a colheita vale o esforço
mas o esforço é gigante!
mas a colheita é boa,
mas dói demais,
mas são bons os frutos,
mas suga demais...
e assim vai...
mas deve ser a última!
nao pode mais existir
tenho que matar!
de novo...
tenho que matar...
e de novo...
tenho que matar...
ecos que destroçam a vida...
mas que fazem a vida ser vida.
sentimentos ambíguos
é assim,...
é a vida.